Vogais vocais
Vê, Faz, Aprende! - 1ª parte
 
Vê e faz

Aperta o êmbolo de borracha e produz um “quack” no tubo. Se o tubo estiver ligado a uma das caixas de voz, o som muda de característica e em vez de “quack”, ouves o som de uma vogal.

O que acontece

Este módulo reproduz o som que fazes com a boca e a garganta quando dizes A, E, I, O e U. O êmbolo representa as cordas vocais e as “caixas de voz” são versões da forma da boca e da garganta que fazemos quando reproduzimos cada vogal.

Quando apertas o êmbolo, o ar é impulsionado através de duas palhetas flexíveis que vibram e produzem ondas sonoras que saem pela ponta do tubo. As palhetas comportam-se como as tuas cordas vocais. Quando as cordas vocais estão em contacto uma com a outra e o ar que expeles dos pulmões passa entre elas, elas vibram, abrindo e fechando alternadamente e deixando passar o ar como uma série de sopros. A vibração das palhetas (ou das tuas cordas vocais) é complexa, pelo que o som tem um grande espectro de frequências.

Passadas as cordas vocais, o som atravessa uma espécie de câmara que reflecte as ondas sonoras. Consoante o tamanho e a forma dessa câmara, há determinadas notas que são reforçadas. Isto acontece porque as ondas reflectidas se colocam a passo com as ondas que entram. Chama-se a isto ressonância. Em geral, as câmaras mais pequenas reforçam as altas frequências. As câmaras maiores reforçam as notas graves.

Quando cantas, varias a tensão nas cordas vocais, esticando-as para produzir notas mais agudas. Todavia, independentemente da frequência da nota que dizemos ou cantamos, se estiverem presentes certas frequências formativas, ouvimos também o som duma vogal.

Há três frequências formativas básicas para cada som de vogal. Estas são produzidas por ressonâncias nas várias “câmaras” da boca e da garganta de todos nós. Podes mudar facilmente a forma da boca e da garganta, alterando a posição e forma da língua e da boca. Os diagramas nas “caixas de voz” deste módulo mostram cortes em secção das cavidades que produzem as FREQUÊNCIAS formativas desejadas.

A propósito...

Dois exemplos: as três frequências formativas do “E” são a 200Hz, a 2300Hz e a 3200Hz e as do “O” são a 200Hz, a 800Hz e a 2050Hz. Estas frequências formativas mantêm-se inalteradas, ainda que o tom básico da voz se altere. Para comprovares isso, experimenta apertar o êmbolo de maneiras diferentes, para produzir “quacks” altos e baixos.

Se a nota for artificialmente amplificada, quer pela aceleração de uma gravação, quer por se ter respirado hélio, as vogais assumem um som distorcido, porque houve uma alteração das frequências formativas.Falar uma língua estrangeira sem sotaque é difícil porque há sons de vogais que diferem dos da nossa língua. Tens de aprender a modelar devidamente a boca!