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Quantos como eu?
Vê, Faz, Aprende! - 1ª parte
 
Vê e faz Seguindo as instruções presentes no ecrã, utiliza os botões para dares as tuas informações ao computador. O que acontece O computador calcula quantos visitantes anteriores têm o mesmo conjunto de características que tu. Surpreendentemente, muito poucos! O programa de computador apresenta perguntas no ecrã, e tu respondes, premindo o botão próximo da imagem apropriada. Deste modo, o computador pode registar o teu sexo, se és ou não canhoto, se consegues cheirar frésias, etc. Depois de acabares de responder às oito perguntas sobre ti próprio, o computador compara as tuas respostas com todas as que acumulou dos outros visitantes. Em seguida, apresenta os resultados sob forma acumulada: primeiro, quantos do teu sexo usaram o programa; depois, quantos do teu sexo e os que podem ou não enrolar a língua como tu; em seguida, quantos do teu sexo, enrolar a língua e dobrar o braço como tu; assim sucessivamente e até quantos possuem as oito características, como tu. O número total de combinações das oito características é cerca de três mil. Algumas são mais vulgares que outras, por exemplo, as combinações envolvendo não ser canhoto e cabelo castanho são mais numerosas porque estes traços são vulgares em Portugal. Podes notar, no entanto, que só uma mão cheia de pessoas tem o mesmo conjunto de características que tu. Sabias que… Praticamente todas as características que tens estado a observar, são herdadas dos teus pais (excepto o cabelo cinzento, etc.), embora a tendência para ficar cedo com cabelos brancos ou careca também possa ser herdada. Todas as células do teu corpo (excepto os corpúsculos do sangue arterial), têm um núcleo, que transporta todas as informações que especificam os teus traços particulares. A informação é codificada quimicamente nas compridas moléculas de DNA que estão enroladas em mola nos 23 pares de cromossomas no interior de cada núcleo. Cada gene é uma secção da molécula de DNA do cromossoma. Um de cada par de cromossomas provém da tua mãe, e o outro do teu pai, pelo que tu és uma mistura complicada de ambos. As tuas próprias células reprodutivas produzirão os teus filhos, em que cada uma tem um meio conjunto dos teus cromossomas. Gregor Mendel, lançou as fundações da genética moderna, com as suas experiências sobre a fertilização de ervilheiras em 1850. Embrulhava as ervilheiras em musselina, de modo a impedir que os insectos fizessem a polinização para ele as poder “auto-polinizar” e realizar fertilizações cruzadas, de acordo com as suas necessidades. Conservava as sementes e registava cuidadosamente os números das plantas compridas e curtas ou das plantas que produziam ervilhas verdes ou ervilhas amarelas, etc. e que eram fertilizadas com base na sua escolha de pais. Demonstrou que a hereditariedade de traços simples como a altura da planta, etc. podia ser explicada assumindo que cada traço era controlado por um par de genes, que podiam ser “dominantes” ou “recessivos”, que a planta recebia do seu pai ou pais. A importância do trabalho de Mendel sobre a hereditariedade nas plantas e animais só foi reconhecida em 1900, quando outros cientistas redescobriram as suas leis. A natureza química precisa dos genes, e como são passados dos pais para os descendentes, demorou outro meio século a descobrir. A maioria das características do teu corpo são um compromisso, seguindo instruções de muitos genes que interagem. No entanto, algumas destas características são mais simples, como o tamanho nas ervilheiras. Por exemplo, apenas um par de genes determina se os lóbulos das orelhas estão presos ou livres. O gene dos lóbulos livres é dominante, o gene dos presos é recessivo, de modo que, se ambos os teus pais têm lóbulos livres, há uma probabilidade de pelo menos 75% que os teus sejam livres! No código genético completo de um ser humano, é necessário haver instruções para cerca de 50.000 características. Se o programa de computador tivesse todas as 50.000, chegarias à conclusão que, na verdade, apenas existe uma pessoa como tu, a não ser que aconteça teres um gémeo idêntico! A engenharia genética processa-se a uma escala muito pequena! Uma secção de DNA, com informação útil tal como instruir um pâncreas humano para produzir insulina, é introduzida numa bactéria. As bactérias, que depois se desenvolvem, têm a possibilidade de produzir insulina, podendo ser isoladas e utilizadas para tratar pacientes diabéticos. Estão já disponíveis para a agricultura, grãos de soja, tomates e outras plantas, transformados pela engenharia genética, para serem mais resistentes às pestes, ficarem maiores e amadurecerem mais cedo. Fazer com que tenham o mesmo, ou melhor sabor, parece ser um problema mais difícil! A mudança acidental duma parte de qualquer gene, é designada mutação. Se a mutação se dá numa célula reprodutiva, qualquer embrião resultante transporta a mutação em todas as suas células. Se o efeito da mutação é benéfico (por exemplo, o indivíduo é maior, mais forte, melhor adaptado ao ambiente), a descendência deste indivíduo progredirá à custa dos indivíduos sem mutação. É assim que funciona a evolução e a selecção natural. Algumas bactérias sofreram mutações e são resistentes à penicilina, surgindo no lugar das não resistentes, que são mortas. A boa utilização de antibióticos passa pela administração de doses adequadas e, geralmente, um cocktail de medicamentos diferentes para impedir que as bactérias mutantes se escapem pela rede!
 
 

 
 

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